Cómo funciona el roaming
"Sem que você perceba a mudança": o que diz o guia oficial da sua operadora sobre o roaming
Existe uma frase, escrita por uma empresa de telefonia sobre o seu próprio serviço, que explica mais sobre o roaming internacional do que qualquer comparação de preços.
Está em um documento público. Não é necessário solicitá-lo nem procurá-lo em nenhum registro. Está há anos no site deles, na seção para clientes que viajam para o exterior.
E diz, descrevendo uma situação muito específica, que podem ser gerados encargos sem que você perceba a mudança.

Qual situação descreve exatamente
O parágrafo refere-se a um cenário cotidiano: ter o Wi-Fi ativo e, ao mesmo tempo, ter a itinerância de dados ativada.
Quando isso acontece e o sinal Wi-Fi é perdido, o telefone não fica desconectado. Ele muda automaticamente para a rede móvel do país onde está e continua navegando. Esse consumo é cobrado pela tarifa internacional.
Fonte: Guía Viajero Internacional, documento oficial publicado pela Telcel em seu site.
É importante considerar o que isso implica, pois não é um caso raro. É o caso mais comum de todos.
Uma pessoa no exterior entra e sai de redes Wi-Fi dezenas de vezes ao dia: o hotel, o café da manhã, o museu, o shopping center, o aeroporto, o restaurante. E continua caminhando enquanto o telefone trabalha em segundo plano sincronizando e-mail, fazendo backup de fotos e atualizando aplicativos.
Em cada uma dessas lacunas, se o segundo interruptor estiver ativo, o consumo continua.
Dois interruptores que quase todo mundo confunde
Esta é a raiz técnica do problema e explica por que acontece até com pessoas cuidadosas.
Nas configurações de qualquer telefone, existem dois ajustes distintos com nomes semelhantes:
- Dados móveis controla se o aparelho usa internet da rede celular.
- Roaming de dados, ou itinerância de dados, controla se o aparelho pode se conectar a redes de operadoras de outros países.
Desligar o primeiro e deixar o segundo ligado deixa aberta exatamente a porta que a guia descreve. E o segundo pode permanecer ativo devido a uma atualização do sistema, a uma troca de aparelho, ou simplesmente porque nunca foi tocado.
Não é um descuido bobo. São dois menus diferentes com dois nomes parecidos, e nenhuma tela avisa sobre a diferença no momento em que importa.
É conveniente adicionar algo mais. Mesmo que os dois interruptores estejam corretamente desligados, há usuários que igualmente ficam expostos: aqueles que compartilham o aparelho com alguém menos familiarizado com as configurações, e aqueles que viajam com pessoas mais velhas cujo telefone faz backup de fotos e sincroniza e-mail sem que elas toquem em nada. A pessoa que menos usa o celular pode acabar sendo a que mais consome, precisamente porque o aparelho trabalha sozinho.
Por isso, a solução de confiar em um ajuste manual funciona mal como estratégia familiar. Pedir cuidado a quatro pessoas distintas, duas delas com mais de setenta anos, não é um plano.
O que torna o caso mexicano diferente
Aqui está um dado que muda a perspectiva de todo o assunto.
Desde 2017, a União Europeia proíbe a cobrança extra de roaming entre seus países membros. Um residente na Espanha cruza para a França ou para a Itália e seu telefone continua funcionando com seu plano de sempre, sem custos adicionais.
Não é outra tecnologia. São as mesmas antenas, os mesmos equipamentos e os mesmos operadores. A diferença é regulatória, não técnica.
Ou seja: cobrar de outra maneira é perfeitamente possível e funciona para centenas de milhões de pessoas todos os dias.
Do México, isso não existe. Aqui, o roaming internacional é sempre pago, e por isso o problema é universal para qualquer pessoa que saia do país, sem exceções ou casos especiais para memorizar.
Você pode resolver isso agora mesmo, de casa, e leva menos tempo do que para ler o que resta deste artigo.
Escolher meu destino
A segunda variável que ninguém verifica: a área de destino
As operadoras mexicanas não aplicam uma tarifa internacional única. Elas aplicam zonas, e a diferença entre elas é de outra ordem de magnitude.
No catálogo publicado, convivem um pacote de 15 GB com validade de 20 dias para Estados Unidos, Canadá, América Latina e Europa, e um pacote da zona Resto do Mundo de 20 MB por 6.000 pesos. Para navegação marítima, existe um pacote de 1 MB por 400 pesos.
Fonte: tarifas de roaming internacional publicadas pela Telcel e registradas no Livro de Tarifas do Instituto Federal de Telecomunicações.
Vinte megabytes é menos do que uma fotografia tirada com um telefone moderno ocupa.
Essa tabela decide quanto a viagem vai custar em termos de dados, está publicada, e praticamente ninguém a consulta antes de comprar uma passagem. A agência não a menciona, não aparece ao comprar o voo, e ninguém a lê ao contratar um plano.
O caso dos pacotes descritos como ilimitados
Existe uma terceira fonte de surpresas: contratar de propósito um pacote de viagem e ainda assim ficar sem serviço útil na metade da semana, porque por trás dessa palavra sempre há uma política de uso justo com um limite publicado.
A AT&T México publica em seu site os pacotes de roaming com seus preços e condições. Seu pacote Preferencial de 5 dias custa 299 pesos e inclui 2.500 MB, e ao exceder essa quantidade a velocidade é reduzida para 256 kbps. Os de 10 e 17 dias seguem a mesma lógica com 5.000 MB e 8.500 MB.
Fonte: att.com.mx, seção de planos e roaming internacional.
A 256 kbps, um SMS entra. Um mapa com tráfego em tempo real ou o código de um menu não carregam.
Aqui é preciso ser honesto também para o outro lado: nenhuma empresa do mundo oferece dados sem nenhum limite. Todas têm uma política de uso justo com um limite a partir do qual reduzem a velocidade. A diferença entre umas e outras não é se o limite existe, mas sim se aparece junto ao preço ou três telas mais para dentro.
Por que o problema não é o preço, é o momento
Quando as três coisas anteriores se juntam, aparece um padrão que explica mais do que qualquer tarifa.
Uma viagem é organizada quase que completamente de casa. Voo comparado e comprado com meses de antecedência. Hotel reservado lendo opiniões. Seguro contratado. Ingressos comprados online. Moedas trocadas aqui. Mala pesada antes de sair.
E há uma única coisa que quase todo mundo deixa pendente, justamente a que será usada a cada hora de cada dia.
Essa decisão acaba sendo tomada depois de um voo longo, com bagagem, cansado, muitas vezes à noite e em outro idioma. Nesse momento, ninguém compara nada. Aceita-se o que há.
O erro, visto assim, não é ter escolhido mal o pacote. É ter deixado a escolha para um momento em que já não havia escolha possível.
Se você já entendeu, resolve-se em dez minutos e o desconto é aplicado automaticamente.
Escolher meu destino
O que pode ser resolvido de casa
Hoje existe a alternativa de comprar os dados antecipadamente, do México, para o país de destino, sem chip de plástico.
Os perfis digitais, chamados eSIM, são um arquivo que é baixado para o telefone com o Wi-Fi de casa. Isso tem três consequências diretas sobre tudo o que foi dito anteriormente:
- O preço é fechado e pré-pago. Se não houver nenhum consumo aberto, não existe nada que possa aparecer na fatura semanas depois. O problema abordado neste texto desaparece pela raiz.
- Não é preciso remover o chip mexicano. Ele fica no telefone, então o número, o WhatsApp com todos os seus grupos e as mensagens do banco permanecem os mesmos. A única coisa que muda é por onde os dados saem.
- Não há nada a fazer ao chegar. Nem balcão, nem fila, nem passaporte, nem registro de horas.
E há um quarto ponto que torna tudo isso viável com antecedência: no caso da PuraSIM, os dias do plano contam a partir do primeiro uso no destino, e não a partir da compra, e há 180 dias para instalá-lo. Por isso, pode-se comprar hoje, deixá-lo instalado e verificado esta semana, e viajar dentro de dois meses sem perder um único dia.
Antes de pagar, uma verificação de dez segundos
É conveniente verificar se o equipamento suporta perfis digitais, e isso é feito no próprio telefone sem instalar nada.
Abra o teclado de discagem e digite `*#06#`. Uma tela aparecerá com o IMEI e, se o equipamento for compatível, também um número chamado EID.
Duas advertências específicas do México: vários modelos Redmi e Xiaomi vendidos aqui são a versão da América Latina e não incluem o componente, embora a ficha internacional diga o contrário; e estar desbloqueado não é o mesmo que ser compatível.
O que convém lembrar
- A cobrança inesperada quase nunca vem de um mau uso, mas sim de um consumo aberto e ilimitado enquanto se está fora do país.
- O guia oficial da Telcel descreve por escrito um cenário em que esse consumo ocorre sem que o usuário o perceba.
- Desligar os dados móveis não é o mesmo que desligar o roaming de dados.
- Desde 2017, a União Europeia proíbe essas cobranças extras entre seus países, o que demonstra que a limitação nunca foi técnica.
- As tarifas mudam radicalmente de acordo com a zona de destino, e essa tabela está publicada, mas quase ninguém a consulta.
- Tudo isso pode ser resolvido de casa, com preço fixo, antes de embarcar no avião.
A PuraSIM vende planos de dados por destino que são comprados e instalados do México antes de viajar, com preço fechado, para mais de 200 destinos. O atendimento ao cliente é por e-mail e WhatsApp, com pessoas que respondem em espanhol. Não há atendimento telefônico.
Déjalo resuelto antes de subir al avión
Dinos a dónde vas y cuántos días. Te lo dejamos en el carrito con el descuento ya aplicado.
Más de 200 destinos disponibles.
Los días empiezan a contar cuando la usas allá, no cuando la compras.
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