Tarifas por destino

Nem todos os países custam igual: a tabela de zonas que decide a sua fatura de roaming

Existe uma crença muito comum e razoável: que um megabyte de dados custa mais ou menos o mesmo em qualquer lugar, como luz ou água.

É falsa. E a diferença não é de dez ou vinte por cento. É de outra ordem de magnitude.

O que determina o custo da internet em uma viagem não é o quanto o telefone é usado. É a qual zona o país de destino pertence, de acordo com a tabela da operadora. Essa tabela é publicada, pode ser consultada, e praticamente ninguém a verifica antes de comprar uma passagem aérea.

Las manos de una mujer mayor sosteniendo un documento doblado
A tabela de zonas é consultada quase sempre depois da viagem, quando já não serve para nada.

Como funciona o sistema de zonas

As operadoras mexicanas agrupam os países do mundo em categorias. Os nomes variam de acordo com a empresa, mas a lógica é a mesma.

Existe um grupo grande e previsível onde as tarifas são razoáveis: Estados Unidos, Canadá, boa parte da Europa Ocidental e boa parte da América Latina. São os destinos com maior tráfego e onde a operadora tem os melhores acordos de atacado.

E existe todo o resto. Aí caem destinos que para o viajante mexicano não têm nada de exótico: partes da Ásia, África, Oriente Médio, algumas ilhas do Caribe e vários países da Europa Oriental. Para o usuário são um destino turístico normal. Para a tabela, são outra categoria.

A razão fundamental é que o roaming nasceu como um acordo entre operadoras, não como um serviço pensado para o cliente. O preço é fixado entre as empresas que cobram entre si e repassam a conta para quem viaja. Por isso os números são tão difíceis de explicar em termos de custo real.

Os números publicados

No catálogo de roaming internacional da Telcel, convivem produtos que não se parecem entre si:

  • Um pacote de 15 GB com validade de 20 dias para Estados Unidos, Canadá, América Latina e Europa, por 949 pesos.
  • Um pacote da categoria Países Preferenciais B de 100 MB com 30 dias de validade, por 1.949 pesos.
  • Um pacote da categoria Resto do Mundo de 20 MB com 30 dias de validade, por 6.000 pesos.
  • Para navegação marítima, um pacote de 1 MB por 400 pesos.

Fonte: tarifas de roaming internacional publicadas pela Telcel e registradas no Livro de Tarifas perante o Instituto Federal de Telecomunicações.

É conveniente traduzir o último número, porque em abstrato não diz nada. Vinte megabytes é menos do que uma única fotografia tirada com um telefone moderno ocupa. É o que um dispositivo parado dentro de uma bolsa pode consumir enquanto sincroniza e-mails e verifica atualizações.

O caso especial dos cruzeiros

Merece menção à parte porque surpreende até viajantes experientes.

Quando o navio está em alto mar, o telefone não se conecta a uma antena em terra. Ele se conecta à antena de satélite do próprio navio, e essa conexão é tarifada de forma diferente e notavelmente mais cara do que o roaming terrestre normal.

Muitas pessoas assumem que no mar simplesmente não há sinal. Há, e o aparelho se conecta a ele se o roaming de dados estiver ativo. É um dos cenários onde mais consumo involuntário ocorre, porque o passageiro está convencido de estar desconectado.

Você pode resolver isso agora mesmo, de sua casa, e levará menos tempo do que para ler o restante deste artigo.

Escolher meu destino
La tabla de zonas se consulta en diez minutos, desde casa y antes de comprar el vuelo.
A tabela de zonas pode ser consultada em dez minutos, de casa e antes de comprar o voo.

Por que ninguém te avisa

Esta é a parte que mais incomoda quem a vivencia, e a explicação é bastante prosaica.

A tabela é publicada, mas não aparece em nenhum dos momentos em que seria útil. A agência de viagens não a menciona ao vender um pacote. Não aparece no processo de compra do voo. Não surge ao reservar um hotel. E se ligamos para a operadora para perguntar sobre outra coisa, ninguém a lê em voz alta.

Ela reside em uma seção do site da operadora à qual só se chega se já se sabe que existe e se decide procurá-la.

O resultado prático é que a maioria das pessoas descobre a zona do seu destino ao verificar o detalhamento de uma fatura, ou seja, quando o consumo já ocorreu e não há mais nada a fazer.

Como verificar antes de comprar a passagem

Este é o conselho mais útil de todo o texto e não custa nada.

Antes de fechar uma viagem para um destino que não seja Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental ou América Latina, convém dedicar dez minutos ao seguinte:

  1. Acessar o site da própria operadora, na seção de roaming ou itinerância internacional.
  2. Procurar a lista de países por zona e localizar o destino específico.
  3. Verificar quais pacotes existem para essa zona, com sua quantidade de dados e seu preço.
  4. Anotar esse número no orçamento da viagem, junto com o voo e o hotel.

Se o destino cair em uma zona cara, essa simples verificação muda todo o planejamento. E se cair na zona boa, você viaja tranquilo sabendo o porquê.

O erro de calcular por dias em vez de por zona

Existe uma maneira muito comum de raciocinar que leva a decisões equivocadas, e convém destacá-la por ser contraintuitiva.

Muitas pessoas estimam o gasto de dados de uma viagem em função de sua duração. Dez dias custam mais que quatro, vinte mais que dez. Parece lógico.

Na prática, o fator que mais pesa não é a duração, mas a zona. Uma viagem curta para um destino de categoria cara pode sair muito mais custosa em dados do que uma viagem longa para um destino da lista boa, mesmo que a segunda dure o triplo.

Daí surge uma regra simples que serve para planejar: a primeira pergunta não é quantos dias vou, mas para onde vou. E essa pergunta é respondida consultando a tabela, não calculando.

Há um segundo erro associado. Quando alguém viaja para um destino incomum, geralmente pesquisa muito sobre vistos, vacinas, segurança e transporte, e quase nada sobre conectividade. No entanto, a conectividade é justamente a variável que mais muda nesses destinos, precisamente porque são aqueles que caem fora das zonas preferenciais.

Se já está claro para você, resolve-se em dez minutos e o desconto é aplicado automaticamente.

Escolher meu destino
Veinte megabytes son menos de lo que ocupa una sola fotografía.
Vinte megabytes são menos do que uma única fotografia ocupa.

A alternativa que não depende da zona da operadora

Existe outro caminho, e sua principal vantagem é precisamente que ignora essa tabela.

Os planos de dados por destino que são comprados no México antes de viajar não passam pela tarifa da própria operadora. O acesso a redes locais do país de destino é contratado diretamente, com um preço fechado pago antecipadamente.

Isso tem três efeitos concretos sobre o problema descrito neste texto:

  1. O preço é conhecido antecipadamente e não depende de em qual categoria o país foi classificado em uma tabela alheia.
  2. Não há consumo em aberto, portanto, nada pode aparecer na fatura semanas depois.
  3. Os destinos que caem nas zonas mais caras da operadora são justamente onde a diferença é mais perceptível.

Não é mais necessário ter um chip de plástico: são perfis digitais, um arquivo que é baixado para o telefone de casa. O chip mexicano não é removido, então o número, o WhatsApp com todos os seus grupos e as mensagens do banco continuam funcionando normalmente. A única coisa que muda é por onde os dados são transmitidos.

No caso da PuraSIM, há cobertura em mais de 200 destinos, os dias do plano contam a partir do primeiro uso e não da compra, e há 180 dias para instalá-lo. Por isso, pode-se comprar hoje, deixá-lo instalado e testado em casa, e viajar daqui a dois meses sem perder um único dia.

Perguntas frequentes

E se eu viajar para vários países na mesma viagem?

É aconselhável verificar destino por destino antes de comprar, pois há planos que cobrem vários países de uma mesma região e outros que não. É exatamente o tipo de detalhe que se resolve em casa e não em uma plataforma de trem.

Preciso continuar pagando meu plano mexicano?

Sim, a linha mexicana continua sendo a sua e é paga como sempre. O que se compra é um plano de dados adicional apenas para o período da viagem.

Serve para chamadas telefônicas locais?

Os planos de dados não incluem um número local. As chamadas são feitas por aplicativos de mensagens. Convém saber disso antes se a viagem incluir trâmites que exijam um telefone do país.

Como verifico se meu celular funciona?

Abra o teclado de discagem e digite `*#06#`. Se, além do IMEI, aparecer um número chamado EID, o aparelho suporta perfis digitais. Duas advertências mexicanas: vários Redmi e Xiaomi vendidos aqui são versão da América Latina e não incluem, mesmo que a ficha internacional diga o contrário, e estar desbloqueado não é o mesmo que ser compatível.

O que é importante lembrar

  • As operadoras mexicanas aplicam zonas, não uma tarifa internacional única.
  • A diferença entre as zonas não é percentual: pode mudar a ordem de magnitude do gasto.
  • A tabela é publicada, mas não aparece em nenhum dos momentos em que seria útil vê-la.
  • Os cruzeiros têm tarifa própria porque o telefone se conecta à antena do navio.
  • Verificar a zona de destino antes de comprar a passagem leva dez minutos e evita todo o problema.

A PuraSIM vende planos de dados por destino que são comprados e instalados no México antes de viajar, com preço fechado, para mais de 200 destinos. O atendimento ao cliente é por e-mail e WhatsApp, com pessoas que respondem em espanhol. Não há atendimento telefônico.

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