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Quantos GB preciso para o Reino Unido? Guia por perfil de viagem

Marc González Sáez Marc González Sáez ·22 de julho de 2026 ·14 min. de leitura
Quantos GB preciso para o Reino Unido? Guia por perfil de viagem | eSIM de viagem | PuraSIM

Se você já sabe que vai precisar de dados e só falta decidir o tamanho do pacote, este guia é sobre isso: quantos GB você realmente precisa para o Reino Unido, dependendo de como você viaja e quantos dias você vai ficar. Nada de teoria: números, perfis e o aviso que quase ninguém te dá antes de voar para Londres.

O número, sem rodeios

Para uma escapada de 5 dias a Londres, a maioria se vira bem com 3 GB. Para 10 dias viajando pelo país, 5 GB. Se você trabalha com o celular ou compartilha a conexão com a família, suba para 10 GB. Menos de 15% dos viajantes precisa de mais do que isso.

Essa é a resposta curta e a que eu uso quando alguém me pergunta pelo WhatsApp do aeroporto. O Reino Unido é, de fato, um dos destinos onde menos dados são consumidos: há Wi-Fi decente em quase todo lugar onde você se sentar, o transporte é pago com contactless (que não gasta dados) e grande parte do dia você passa dentro de museus, pubs ou no metrô.

O erro clássico vai na outra direção. Muita gente compra 20 GB para uma semana "por precaução", volta para casa com 16 GB intocados e não os recupera. Os pacotes de dados expiram: pagar a mais não é um investimento, é dinheiro jogado fora. E o erro oposto —ficar sem internet no segundo dia— é corrigido em dois minutos com uma recarga, então o risco não é simétrico.

Meu critério: calcule uns 500-700 MB por dia para um turista normal e arredonde para o próximo pacote. Se você fugir da média (grava vídeo, faz upload para a nuvem, faz videochamadas longas), multiplique por dois. Nas próximas seções, detalho de onde vêm esses números para que você não acredite só porque eu digo.

Aviso Brexit: sua tarifa espanhola pode incluir o Reino Unido… ou não

Essa é a confusão número um do viajante espanhol, e eu a encontro toda semana: desde o Brexit, o Reino Unido não faz mais parte do roaming regulado da União Europeia. A norma europeia que permite usar seus gigas na França ou na Itália sem pagar a mais deixou de cobrir o território britânico. Ponto.

Agora vem o detalhe importante: vários operadores espanhóis continuam incluindo o Reino Unido em sua "zona Europa" por política comercial própria, não porque a lei os obrigue. E como é uma decisão deles, cada um faz o que quer e pode mudar a qualquer momento. Até a data deste guia, o panorama é mais ou menos assim:

  • A Movistar mantém o Reino Unido dentro da sua Zona 1, com um limite de gigas em roaming inferior ao da sua tarifa nacional.
  • A Vodafone tem coberto isso por meio de promoções com data de validade, que precisam ser renovadas ou revisadas tarifa por tarifa.
  • A Orange o tirou da zona europeia e o colocou em uma zona separada com bônus de pagamento diários ou semanais.
  • Os MVNOs (Digi, Pepephone, Finetwork, Lowi…) agem cada um por conta própria e alguns não o incluem.

A única forma de tirar a dúvida é entrar na sua área de cliente ou ligar para sua operadora antes de voar e perguntar literalmente: "O Reino Unido está na minha zona incluída e com quantos GB?". O que um colega de trabalho te contar que aconteceu com ele no ano passado não vale: ele provavelmente tem outra tarifa. E se a resposta for que não está incluído, você já sabe por que existem as alternativas que explico no meu guia de internet no Reino Unido, onde comparo cada opção com seus preços e suas letras pequenas.

Quanto cada atividade gasta, em MB reais

Antes de escolher o pacote, é bom saber o que consome seus dados. A surpresa usual é que os mapas quase não gastam e o vídeo consome tudo. Estes são os números que eu uso, arredondados para cima para que o cálculo saia com margem:

Atividade Consumo aproximado Equivalência em uma viagem
Google Maps navegando 5-10 MB/hora Uma semana inteira de mapas: menos de 500 MB
Primeiro carregamento de um novo mapa 50-100 MB Evite baixando a área no Wi-Fi
WhatsApp (texto, áudios, fotos) 10-25 MB/dia 10 dias conversando: uns 200 MB
Chamada de voz pelo WhatsApp ~1 MB/minuto Uma hora por dia: 60 MB
Videochamada 5-12 MB/minuto (0,3-0,7 GB/hora) Uma videochamada diária de 15 min: ~1,5 GB em 10 dias
Instagram e TikTok (feed e reels) 600-800 MB/hora 30 minutos por dia durante 5 dias: ~1,7 GB
Upload de fotos para a nuvem 3-5 MB por foto; 40-60 MB por vídeo curto 200 fotos: ~1 GB
Música em streaming 60-150 MB/hora dependendo da qualidade Duas horas diárias: ~2 GB em 10 dias
Vídeo em streaming 500 MB-1,5 GB/hora dependendo da qualidade Um filme: quase um pacote pequeno inteiro
E-mail e navegação web 10-30 MB/hora Praticamente irrelevante

Observe o padrão: tudo o que é texto, mapas e mensagens é troco; tudo o que é vídeo dispara o contador. Se você tem curiosidade pelos detalhes aplicativo por aplicativo, eu os detalho em meu artigo sobre estatísticas de uso de dados por atividade. A conclusão prática é que seu consumo no Reino Unido dependerá quase completamente de quanto você rolar e assistir a vídeos, não de quantos quilômetros você percorrer.

Por que no Reino Unido você gastará menos do que pensa

Existem destinos onde o celular não para. O Reino Unido não é um deles, e há três razões específicas.

A primeira é o Wi-Fi. Em Londres, e em geral em todas as cidades britânicas, o Wi-Fi gratuito está em todos os lugares: pubs, redes de cafeterias, museus (que geralmente são gratuitos), bibliotecas públicas, hotéis, centros comerciais e boa parte das estações de metrô e trem, onde normalmente basta registrar-se uma vez. Um dia em que você toma café da manhã em uma cafeteria, almoça em um pub e visita dois museus é um dia em que metade do seu consumo é absorvida por uma rede externa.

A segunda é o idioma. Parece bobo, mas o número muda muito. No Japão, Tailândia ou Grécia, você passa a viagem com a câmera do tradutor aberta apontando para menus e placas, e isso consome. No Reino Unido, você não traduz nada: lê as placas e pronto. Você economiza centenas de megas e bastante bateria.

A terceira é o pagamento sem contato. No transporte de Londres, você passa o cartão ou o celular pelo leitor e pronto: Apple Pay e Google Pay funcionam mesmo que você não tenha cobertura no momento, porque a validação não precisa de internet na catraca. Não é preciso comprar passagens por aplicativo nem carregar códigos QR.

Some tudo isso e você terá um destino barato em dados. É por isso que me incomoda ver pessoas comprando pacotes de 20 GB para uma semana: no Reino Unido, isso é, quase sempre, pagar por gigas que não serão usados.

…e por que Londres faz você gastar mais

Dito isso, Londres tem uma particularidade que empurra na direção oposta: é uma cidade que se percorre com o celular na mão. Não é uma capital de "você sai do hotel e anda até a praça principal". É uma cidade enorme onde cada trajeto é decidido na tela.

Citymapper ou Google Maps abertos para saber qual linha pegar, qual saída do metrô usar e se o ônibus 24 chega antes da Northern line. Consultas de horários, avisos de greves ou fechamentos de linha, ingressos guardados no celular, reservas de restaurantes, o mapa do museu. Em um dia em Londres, você abre o celular quarenta vezes, mesmo que cada vez sejam poucos megas.

E depois tem o metrô. Por anos, o Tube era um buraco negro sem cobertura, o que, paradoxalmente, economizava dados. Isso está mudando: cerca de 60% das estações subterrâneas já têm 4G e 5G nas plataformas e corredores, as linhas mais centrais também têm sinal dentro dos túneis e a Elizabeth line está coberta de ponta a ponta. A TfL trabalha para completar a rede. Tradução prática: agora você pode usar o Instagram entre uma parada e outra, e é aí que o gasto realmente aumenta.

Meu conselho para Londres: orce um pouco mais do que para o resto do país, na ordem de 700 MB por dia se você costuma olhar o celular no vagão, e esteja ciente de que o metrô conectado é exatamente onde os gigas mais facilmente escapam.

Tabela mestre: GB por perfil e por dias

Esta é a tabela que eu mostro para quem me pergunta. Encontre seu perfil, compare com os dias de viagem e esse é o seu número. Está calculada para apenas um celular e contando que você vai dormir em um lugar com Wi-Fi.

Perfil 5 dias 10 dias 15 dias 30 dias
Turista de mapas e WhatsApp (pouco scroll, Wi-Fi no hotel) 1-3 GB 3-5 GB 5 GB 10 GB
Viajante de fotos e redes (stories diários, upload para a nuvem) 3-5 GB 10 GB 10-15 GB 20 GB
Nômade digital / teletrabalho (videoconferências, compartilhar conexão) 10 GB 20 GB 20-30 GB 50 GB ou ilimitado
Família compartilhando um único pacote (2 adultos + crianças com vídeo) 10 GB 15-20 GB 20-30 GB 50 GB
Road trip Escócia/Cornualha (mapas offline, pouca cobertura) 1-3 GB 5 GB 5-10 GB 15 GB

Alguns esclarecimentos honestos sobre esta tabela. Primeiro: se você está na primeira linha —e a maioria dos que viajam para Londres por quatro dias estão—, com 3 GB você tem de sobra, mesmo que na loja haja pacotes maiores e mais caros. Digo isso sabendo que vendemos os grandes.

Segundo: se forem duas pessoas, nem sempre vale a pena compartilhar um pacote grande via hotspot. Compartilhar gasta a bateria de forma brutal e quem faz o papel de modem fica sem celular à tarde. Dois pacotes pequenos costumam ser melhores, a menos que um dos dois quase não use o celular. Se quiser refinar o cálculo para qualquer destino, tenho uma calculadora mental mais geral no guia de quantos dados você precisa para viajar, que é o ponto de partida para os demais países.

Escapada de 3 a 5 dias: o cálculo real, hora a hora

A escapada curta a Londres é a viagem mais típica que os espanhóis fazem ao Reino Unido: voo barato, quinta a domingo, três ou quatro noites. Vamos desmembrar um dia completo para você ver de onde sai o número.

Momento do dia O que você faz com o celular Dados gastos
Manhã no hotel E-mails, notícias, plano do dia 0 MB (Wi-Fi do hotel)
Trajeto de metrô Citymapper, WhatsApp, um tempo de scroll 150-250 MB
Museu ou visita Fotos, alguma pesquisa, audioguia 30-60 MB
Almoço em um pub Avaliações, mapa, mensagens 0-20 MB (geralmente tem Wi-Fi)
Tarde caminhando Mapas, fotos, história do local 80-150 MB
Videochamada para casa 15 minutos com a família 100-180 MB
Noite Upload de fotos, séries, planos para amanhã 0 MB (Wi-Fi da hospedagem)
Total do dia Turista normal, sem exageros 400-650 MB

Multiplique pelos dias e você terá seu número: quatro dias em Londres são resolvidos com 2-3 GB, com margem para um dia em que você exagere nos reels. Se sua hospedagem não tiver Wi-Fi (raro, mas acontece em alguns hostels antigos), some mais 40%, pois os backups e as séries passariam a usar os dados móveis.

Uma observação logística: lembre-se que para entrar no Reino Unido, os espanhóis precisam da ETA, a autorização eletrônica de viagem, e ela é processada antes de sair de casa. Não consome dados da viagem, mas é bom levar o comprovante baixado no celular caso peçam no controle, e baixado significa sem necessidade de conexão.

Road trip pela Escócia ou Cornualha: cobertura e GB

Aqui o cálculo muda de natureza, e não na direção que as pessoas esperam. Em uma road trip pelas Highlands, pela North Coast 500, pela Ilha de Skye, pelo Distrito dos Lagos ou pela costa da Cornualha, você vai gastar menos dados, simplesmente porque há longos trechos sem cobertura. Você não pode gastar o que não tem.

O Reino Unido tem uma ótima rede 4G e 5G em cidades e estradas principais, mas o interior da Escócia, os vales do País de Gales e alguns cantos da Cornualha ainda têm zonas mortas de quilômetros. Isso obriga a mudar a preparação, não o tamanho do pacote:

  • Baixe os mapas offline antes de sair, e não da cidade: de toda a região. No Google Maps, faz-se pelo seu perfil; no Apple Maps, pelas configurações do aplicativo.
  • Guarde as reservas de hospedagem, as passagens de ferry e os ingressos em formato baixado, não em um e-mail que você precise abrir.
  • Leve a música e os podcasts do trajeto baixados: no carro é quando mais tempo você passa ouvindo, e por streaming isso sim que soma.
  • Avise em casa que você pode ficar horas sem dar sinal de vida. Não é o pacote de dados: é a Escócia.

Com isso, uma road trip de 10 dias pelo norte é mais do que suficiente com 5 GB. O orçamento se gasta nos dias de cidade —Edimburgo, Glasgow, Bristol— e nos momentos no hotel à noite, não na estrada. Se a viagem mistura Londres e campo, calcule separadamente cada bloco e some, o que é bem mais preciso do que uma média geral.

Como saber seu próprio consumo antes de sair de casa

Tudo o que foi dito acima são médias. Seu número real você já tem no bolso, e tirá-lo leva dois minutos: veja quantos dados móveis você gastou no mês passado e extrapole. É o método mais honesto que conheço, porque usa seus dados, não os de um viajante médio inventado.

No Android: Ajustes → Rede e Internet → SIM → Uso de dados. No iPhone: Ajustes → Dados móveis, e atenção, lá o contador é acumulado desde que você o reiniciou; se você nunca o zerou, zere hoje e olhe em um mês ou observe o detalhamento por aplicativo. Você também pode ver no aplicativo da sua operadora, que geralmente mostra o consumo mês a mês.

Seu consumo mensal na Espanha Consumo diário equivalente Pacote para 7 dias no Reino Unido
Menos de 5 GB/mês ~150 MB/dia 1-3 GB
5-15 GB/mês ~350 MB/dia 3-5 GB
15-30 GB/mês ~750 MB/dia 10 GB
Mais de 30 GB/mês ou tarifa ilimitada 1 GB/dia ou mais 10-20 GB

Agora, aplique duas correções. Para baixo: em casa e no escritório, você está quase sempre no Wi-Fi, então seu consumo de dados móveis já exclui grande parte do uso; no Reino Unido, além disso, você terá Wi-Fi na acomodação. Para cima: em viagens, você usa mapas o dia todo e tira quatro vezes mais fotos. Na prática, ambas se compensam bastante, então o resultado da tabela geralmente fica muito próximo da realidade.

Dicas para economizar dados na viagem

Se você comprou o justo — o que eu recomendo — com essas atitudes, você chega ao final da viagem sem sustos. Nenhuma delas tira nada de você: elas apenas evitam gastos desnecessários.

  • Mapas offline baixados no hotel. Economiza o carregamento inicial do mapa, que são os 50-100 MB mais bobos da viagem.
  • Backups apenas via Wi-Fi. Google Fotos e iCloud são, de longe, os maiores drenos silenciosos. Verifique essa opção antes de sair de casa, não no avião.
  • Desative a reprodução automática de vídeo no Instagram, TikTok, X e Facebook. Só com isso, meia hora de rolagem passa de 400 MB para pouco mais de 100.
  • Modo de economia de dados ativado (Android: Economia de dados; iPhone: Modo de baixo consumo de dados). Freia as atualizações em segundo plano.
  • Vídeo e música em qualidade média. Na tela do celular, você não notará a diferença entre 720p e 1080p, e o consumo é reduzido pela metade.
  • Séries e podcasts baixados para o voo, o trem para Edimburgo e as esperas.
  • Aproveite o Wi-Fi de pubs e cafeterias para o pesado: atualizar aplicativos, fazer upload de fotos, videochamadas longas.
Regra que sempre aplico: o pesado, por Wi-Fi; o urgente, por dados. Se você respeitar isso, um pacote pequeno rende o dobro do que você esperava.

Há mais dicas, incluindo os ajustes finos de cada sistema operacional, na minha compilação de dicas para economizar dados na viagem. Com duas ou três delas bem aplicadas, a diferença entre um pacote e o seguinte deixa de importar.

O que acontece se você ficar sem dados (e por que isso é o melhor)

Vamos à pergunta que realmente te impede: e se eu ficar sem dados no meio da viagem? Resposta curta: nada acontece. Seus gigabytes acabam, você para de navegar e recarrega usando o Wi-Fi do hotel ou da primeira cafeteria que encontrar. Cinco minutos e você continua. No Reino Unido, com Wi-Fi em cada esquina, o risco de ficar incomunicável de verdade é praticamente zero.

Por isso, a assimetria é fundamental. Exagerar significa pagar por gigabytes que expiram sem serem usados e não retornam. Ficar sem dados significa uma recarga rápida de uma rede gratuita. Entre um erro que custa dinheiro garantido e outro que custa cinco minutos, eu sempre escolho o segundo.

Algumas precauções para que a recarga seja indolor:

  • Ative o aviso de consumo nas configurações do celular para 70% do pacote, assim você fica sabendo com antecedência.
  • Salve o site de recarga nos favoritos antes de viajar, para não depender de procurá-lo justamente quando não tiver conexão.
  • Tenha o e-mail de compra em mãos: lá está o seu número de pedido se precisar de suporte.

E se for sua primeira vez com essa tecnologia e você se preocupa mais com o processo de ativação do que com os gigabytes, neste guia explico o que é um eSIM passo a passo, sem tecnicismos. A instalação é o de menos: ela é feita no sofá de casa antes de voar e depois você só precisa ativá-la ao pousar.

Perguntas frequentes

As dúvidas mais comuns que recebo sobre gigabytes e Reino Unido, respondidas em duas linhas cada.

Quantos GB preciso para 7 dias em Londres?

Com 3 GB, um turista normal se vira bem, e 5 GB se você usa redes sociais. Uma semana em Londres com Wi-Fi na acomodação gasta cerca de 500-700 MB por dia, e boa parte do uso pesado (upload de fotos, séries, videochamadas longas) é absorvida pelo Wi-Fi de hotéis, pubs e museus.

Minha tarifa espanhola funciona no Reino Unido depois do Brexit?

Depende da sua operadora e da sua tarifa específica: a lei europeia já não garante isso. O Reino Unido saiu do roaming regulado da UE, embora algumas companhias continuem a incluí-lo por decisão comercial própria, com limites de gigabytes e promoções que expiram. Verifique em sua área de cliente antes de voar.

Há cobertura no metrô de Londres?

Sim, em boa parte da rede e cada vez mais estações. Cerca de 60% das estações subterrâneas já possuem 4G e 5G nas plataformas e corredores, as linhas mais centrais também cobrem os túneis e a Elizabeth line está totalmente conectada. A TfL continua expandindo, então conte com ter sinal quase sempre.

O Wi-Fi gratuito serve para não comprar dados?

Não como plano único, embora cubra bastante. O Wi-Fi público britânico é abundante e conveniente para o uso pesado, mas você não o terá na rua, no ônibus ou quando mais precisar: ao desembarcar, ao procurar o hotel ou se perder um trem. Um pacote pequeno de dados é o seguro.

Quantos GB para uma road trip pela Escócia?

5 GB para dez dias são mais do que suficientes. Nas Highlands, na NC500 ou em Skye, há longos trechos sem cobertura, então você gastará menos do que imagina. O consumo se concentra nas cidades e nos hotéis. O importante não é o tamanho do pacote, mas ter os mapas offline baixados.

Posso compartilhar meus dados com outro celular?

Sim, via ponto de acesso, mas calcule o dobro de consumo e muita bateria. Para um casal, geralmente é melhor dois pacotes pequenos do que um grande compartilhado: o que atua como modem fica sem bateria no meio da tarde, justamente quando é preciso procurar o restaurante.

O que acontece se meus gigabytes acabarem antes de voltar?

Recarregue de qualquer Wi-Fi em alguns minutos e continue navegando. Você não perde o número nem precisa reinstalar nada. Por isso, recomendo comprar com folga: ficar sem dados tem solução imediata, enquanto os gigabytes que sobram expiram e não são recuperados.

Preciso de mais dados se viajar com crianças?

Sim: conte 1 GB extra por criança e semana de viagem. Vídeos no transporte e durante as esperas são o que mais consome dados em família. A alternativa barata é baixar desenhos ou filmes via Wi-Fi antes de sair da acomodação todas as manhãs.

Conclusão

Se eu tivesse que resumir em uma frase: o Reino Unido é um destino barato em dados e quase ninguém precisa de tanto quanto pensa. Com 3 GB, você resolve uma escapada de quatro ou cinco dias para Londres, com 5 GB, você faz dez dias viajando pelo país, e só se você trabalha do celular, compartilha com a família ou vive postando stories sem parar faz sentido ir para 10 ou 20 GB.

Lembre-se das duas coisas que realmente importam aqui. Uma: verifique com sua operadora se sua tarifa inclui o Reino Unido, porque após o Brexit isso não é mais garantido por lei e essa ligação de dois minutos evita um problema na conta. Duas: compre o justo e recarregue se for preciso, pois os gigabytes que sobram não voltam.

Quando tiver isso claro, escolher o pacote é fácil: você pode ver os tamanhos e preços do eSIM para o Reino Unido e ativá-lo antes de sair de casa, para pousar em Heathrow ou Gatwick com a internet funcionando desde o primeiro minuto. E se você quiser o contexto completo de cobertura, operadoras e dicas práticas do país, você encontra em o guia do eSIM do Reino Unido.

Marc González Sáez
Escrito por Marc González Sáez Fundador da PuraSim e especialista em eSIM e conectividade para viajantes. Há anos ajuda a viajar conectado por todo o mundo sem pagar a mais pelo roaming, e testa pessoalmente os eSIMs em cada destino antes de os recomendar.
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