Guia de viagem

Estatísticas de penetração de smartphones na América Latina 2026

Marc González Sáez Marc González Sáez ·4 de julho de 2026 ·9 min. de leitura
Estatísticas de penetração de smartphones na América Latina 2026

Em resumo: Segundo a GSMA Intelligence, os smartphones já representavam 80% das conexões móveis na América Latina em 2024 e chegarão a 91% em 2030, enquanto a internet móvel passará de 64% para 75% da população e o 5G superará os 400 milhões de conexões. A região vive uma transição acelerada para a conectividade de qualidade.

Quando se fala em "penetração de smartphones na América Latina", é fácil cair na tentação de soltar um número exato por país, um ranking de fabricantes e um preço médio arredondado, tudo com ares de dado concreto. O problema é que grande parte desses números que circulam pela internet são estimativas sem fonte clara, extrapolações de estudos antigos ou diretamente inventadas. Aqui faremos o contrário: ficaremos apenas com os dados que a GSMA Intelligence —a entidade de referência mundial em telecomunicações móveis, braço de pesquisa da GSMA, a associação que agrupa as operadoras móveis de todo o planeta— publicou em seu relatório "The Mobile Economy Latin America", e explicaremos o que eles realmente significam para alguém que vive, trabalha ou viaja pela região.

Não há tabelas com o preço do último Galaxy A em pesos mexicanos nem um detalhamento da participação de mercado por marca: esses dados, quando não citados com fonte e data específicas, não são confiáveis. O que temos é a fotografia que a GSMA traça sobre para onde a conectividade móvel latino-americana está caminhando entre agora e 2030, e é uma fotografia com nuances interessantes.

O que a GSMA diz sobre a penetração de smartphones na América Latina

O dado inicial é este: segundo a GSMA Intelligence, os smartphones representavam 80% de todas as conexões móveis da região em 2024. Ou seja, de cada dez linhas móveis ativas na América Latina, oito já correspondem a um smartphone e apenas duas a um telefone básico ou "de botão". A mesma fonte projeta que essa proporção subirá para 91% em 2030.

Esse salto de 80% para 91% em seis anos não é apenas um pequeno ajuste estatístico. Significa que o terminal básico, aquele que só serve para ligar e mandar SMS, está em fase de extinção acelerada na região. E tem uma leitura prática direta para qualquer coisa relacionada a dados móveis, apps, geolocalização ou —o que nos interessa aqui— conectividade para viajantes: é cada vez menos provável encontrar alguém, em qualquer canto da América Latina, cujo telefone não seja compatível com as funções básicas de um smartphone moderno.

Dito isso, é bom ser honesto com os limites do dado: a GSMA fala de uma média regional, não de um detalhamento país a país verificado com fonte pública. A América Latina não é um bloco homogêneo —vai de economias com alta renda per capita a outras muito mais limitadas— então é razoável assumir que existem diferenças notáveis de um país para outro, embora não tenhamos um número oficial e citável para cada um.

Internet móvel na região: a lacuna que está se fechando

O segundo dado da GSMA vai um passo além do terminal e mede algo ainda mais relevante: quantas pessoas realmente usam a internet móvel, não apenas quantas têm um smartphone no bolso. Aqui o número é que a penetração da internet móvel na América Latina atingirá cerca de 75% da população em 2030, em comparação com os 64% registrados em 2024.

A diferença entre "ter um smartphone" (80-91%) e "usar internet móvel" (64-75%) é a lacuna de uso: pessoas que possuem um telefone capaz de se conectar a dados, mas que, devido ao custo do plano, cobertura de rede ou simplesmente falta de necessidade percebida, não navegam habitualmente. É um padrão que se repete em muitas regiões em desenvolvimento e que a GSMA documenta há anos em escala global. O relevante do dado de 2026 é a direção: a lacuna está se fechando, não se ampliando. Passar de 64% para 75% daqui para 2030 implica que dezenas de milhões de pessoas que hoje têm o hardware, mas não o hábito (ou o orçamento), se incorporarão à rede móvel nos próximos anos.

Para quem viaja, isso se traduz em uma melhoria progressiva e constante da cobertura prática: mais torres, mais investimento dos operadores locais, mais concorrência entre eles e, em geral, uma experiência de dados mais confiável em áreas que há poucos anos eram pontos cegos.

O 5G já é uma realidade em mais de uma dezena de países

O terceiro bloco de dados da GSMA foca na tecnologia de rede, não apenas no terminal. E aqui a mensagem é que o 5G na América Latina deixou de ser uma promessa para o futuro e se tornou infraestrutura implantada: mais de 30 operadoras em 13 países da região já lançaram serviço 5G comercial. A projeção da GSMA é que as conexões 5G ultrapassem os 400 milhões em 2030, o que equivaleria a 53% do total de conexões móveis da região —ou seja, mais da metade do parque móvel funcionando sobre a nova geração de rede.

O fato de 13 países já terem 5G comercial operacional, com mais de 30 operadoras implantando-o, indica que não se trata de uma tecnologia limitada às capitais de duas ou três grandes economias: a implantação está bastante disseminada geograficamente, embora —novamente sendo rigorosos— a GSMA não detalhe aqui qual porcentagem da população de cada país tem cobertura 5G real atualmente, apenas que a infraestrutura já existe e continua crescendo.

Para o viajante, o 5G em si não é determinante —um eSIM de dados funciona perfeitamente sobre rede 4G/LTE na imensa maioria dos destinos e usos—, mas é um bom indicador indireto de quanto as operadoras locais estão investindo em suas redes. Quanto mais operadoras competem em tecnologia, melhor costuma ser também a cobertura de dados convencional que seu eSIM de viagem usará.

Quanto vale a conectividade móvel para a economia da região

O quarto dado quantifica o peso econômico de tudo isso. Segundo a GSMA, em 2025, as tecnologias e serviços móveis geraram 600 bilhões de dólares em valor econômico na América Latina, o equivalente a 8,6% do PIB regional. É um número que posiciona o setor móvel não como um nicho tecnológico, mas como uma das alavancas estruturais da economia latino-americana, comparável em peso a setores tradicionalmente considerados pilares, como energia ou agroindústria em vários países da região.

Esse 8,6% do PIB não provém apenas da venda de terminais ou das tarifas das operadoras: a GSMA inclui em sua metodologia os efeitos indiretos e induzidos —o comércio eletrônico que depende da conexão móvel, a banca digital, a logística coordenada por aplicativo, o turismo que se organiza e paga pelo celular— além dos ganhos de produtividade que a digitalização traz. É, em resumo, a prova de que a conectividade móvel na América Latina não é mais uma infraestrutura de apoio: é um motor econômico por direito próprio.

Os quatro dados da GSMA, em resumo

Indicador Dado Horizonte Fonte
Smartphones sobre o total de conexões móveis 80% (2024) → 91% (2030) 2024-2030 GSMA Intelligence, The Mobile Economy Latin America
Penetração de internet móvel sobre a população 64% (2024) → ~75% (2030) 2024-2030 GSMA Intelligence
Conexões 5G projetadas Mais de 400 milhões (53% do total); mais de 30 operadoras em 13 países já com 5G comercial Horizonte 2030 GSMA Intelligence
Valor econômico gerado por tecnologias e serviços móveis 600 bilhões de USD (8,6% do PIB regional) 2025 GSMA Intelligence
Dados publicados pela GSMA Intelligence em seu relatório The Mobile Economy Latin America. Cite a fonte se reproduzir esta tabela.

Duas velocidades, uma mesma tendência

LatAm 2024 → 2030 (datos GSMA Intelligence) Smartphones / conexiones móviles 80% (2024) 91% (2030 proy.) Penetración internet móvil / población 64% (2024) ~75% (2030 proy.) Fuente: GSMA Intelligence, The Mobile Economy Latin America.
Comparativo 2024 vs. projeção 2030 dos dois indicadores centrais da GSMA para a região. Compilação: PuraSIM / purasim.com — cite a fonte se reproduzir este gráfico.

O que se vê ao colocar as duas barras lado a lado é que o hardware avança um pouco mais rápido do que o uso efetivo de dados. Faz sentido: comprar ou herdar um smartphone é uma decisão pontual, enquanto se tornar um usuário habitual da internet móvel depende de fatores mais lentos de mudar —o preço dos planos de dados locais, a alfabetização digital, a disponibilidade de conteúdo e serviços relevantes no idioma e contexto de cada usuário—. Ambas as curvas, no entanto, apontam para cima e sem sinais de estagnação.

O que isso significa para você se viajar para a América Latina

Toda essa radiografia da GSMA tem uma leitura muito específica se seu interesse não é acadêmico, mas você está planejando uma viagem. Estas são as conclusões práticas:

A conectividade básica não é mais o problema que era. Com 80% do parque móvel regional sendo smartphones em 2024 (e subindo), e com mais de 30 operadoras implantando 5G em 13 países, a infraestrutura sobre a qual qualquer eSIM de viagem se apoia está em um momento de investimento sustentado. Isso não garante cobertura perfeita em cada canto —áreas rurais ou montanhosas continuarão sendo um desafio em qualquer país do mundo— mas sim que a tendência geral joga a seu favor.

Entender o que é um eSIM evita surpresas antes de viajar. Se você nunca usou um, é bom começar pelo básico: o que é um eSIM e como funciona explica a tecnologia sem termos técnicos, e como instalar um eSIM passo a passo o guia no processo, que geralmente leva alguns minutos se seu telefone for compatível.

Comparar eSIM com roaming tradicional economizará dinheiro. O roaming da operadora do seu país de origem ainda é, na maioria dos casos, a opção mais cara para se conectar fora do seu país. Vale a pena entender o que é a itinerância de dados e comparar diretamente eSIM versus roaming tradicional antes de ativar qualquer coisa ao chegar ao aeroporto.

Se sua rota não se limita à América Latina, planeje o restante do itinerário também. A PuraSIM cobre mais de 200 destinos, então se após sua escala latino-americana você seguir para os Estados Unidos, pode verificar o eSIM para os Estados Unidos, e se você voltar para a Espanha, o eSIM para a Espanha serve para você não depender do Wi-Fi do aeroporto assim que aterrissar.

Se você é nômade digital, a tendência o beneficia duplamente. Com a penetração da internet móvel subindo de 64% para 75% da população e o 5G se expandindo, trabalhar remotamente de cidades latino-americanas é cada vez mais viável. Este guia de eSIM para nômades digitais aprofunda como organizar a conectividade quando a viagem dura meses e não dias.

Compare preços antes de decidir, não apenas destinos. O custo de um eSIM varia muito dependendo do destino e do volume de dados que você precisa; este ranking de preços de eSIM por destino lhe dá uma referência rápida para não pagar a mais. E se você estiver interessado no contexto mais amplo do setor, as estatísticas de crescimento do mercado global de eSIM colocam os dados latino-americanos em perspectiva mundial.

E se algo der errado durante a viagem —uma ativação que não se completa, uma dúvida sobre quantos dados restam— a PuraSIM oferece suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana, por e-mail e WhatsApp, para que você não dependa de encontrar Wi-Fi para resolver um problema.

Perguntas frequentes

Que porcentagem das conexões móveis na América Latina já são smartphones?

Segundo a GSMA Intelligence, 80% das conexões móveis da região eram smartphones em 2024, e esse número deve chegar a 91% em 2030.

Quantas pessoas usam internet móvel na América Latina?

A GSMA aponta a penetração da internet móvel em 64% da população em 2024, com uma projeção de crescimento para cerca de 75% em 2030.

O 5G está difundido na América Latina?

Sim, de forma crescente: mais de 30 operadoras em 13 países da região já lançaram o serviço 5G comercial, segundo dados da GSMA, que projeta mais de 400 milhões de conexões 5G em 2030 (53% do total).

Quanto vale economicamente o setor móvel na região?

A GSMA calcula que as tecnologias e serviços móveis geraram 600 bilhões de dólares em valor econômico na América Latina em 2025, o equivalente a 8,6% do PIB regional.

Preciso de 5G para um eSIM de viagem funcionar bem?

Não. Um eSIM de dados de viagem funciona perfeitamente em rede 4G/LTE, que ainda é a base da cobertura na grande maioria das áreas da América Latina. O 5G é uma melhoria adicional, não um requisito.

Em quantos destinos na América Latina posso usar um eSIM da PuraSIM?

A PuraSIM cobre mais de 200 destinos em todo o mundo, com suporte 24/7 por e-mail e WhatsApp para resolver qualquer dúvida de ativação antes ou durante a viagem.

De onde exatamente vêm esses dados?

Todos os dados deste artigo vêm do relatório "The Mobile Economy Latin America" da GSMA Intelligence, a área de pesquisa da GSMA, a associação global que reúne as operadoras móveis. Não foram utilizados números de outras fontes ou estimativas próprias.

Marc González Sáez
Escrito por Marc González Sáez Fundador da PuraSim e especialista em eSIM e conectividade para viajantes. Há anos ajuda a viajar conectado por todo o mundo sem pagar a mais pelo roaming, e testa pessoalmente os eSIMs em cada destino antes de os recomendar.
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