Em resumo: Segundo a GSMA Intelligence, os smartphones já representavam 80% das conexões móveis na América Latina em 2024 e chegarão a 91% em 2030, enquanto a internet móvel passará de 64% para 75% da população e o 5G ultrapassará 400 milhões de conexões. A região vive uma transição acelerada rumo à conectividade de qualidade.
Quando se fala em "penetração de smartphones na América Latina", é fácil cair na tentação de soltar um número exato por país, um ranking de fabricantes e um preço médio arredondado, tudo com ar de dado concreto. O problema é que boa parte desses números que circulam pela internet são estimativas sem fonte clara, extrapolações de estudos antigos ou diretamente inventadas. Aqui vamos fazer o contrário: ficar apenas com os dados que a GSMA Intelligence — a entidade de referência mundial em telecomunicações móveis, braço de pesquisa da GSMA, a associação que reúne as operadoras móveis de todo o planeta — publicou em seu relatório "The Mobile Economy Latin America", e explicar o que eles realmente significam para quem vive, trabalha ou viaja pela região.
Não há aqui tabelas com o preço do último Galaxy A em pesos mexicanos nem um detalhamento de participação de mercado por marca: esses dados, quando não vêm citados com fonte e data concretas, não são confiáveis. O que temos é o retrato que a GSMA traça sobre para onde vai a conectividade móvel latino-americana entre agora e 2030, e é um retrato com nuances interessantes.
O que a GSMA diz sobre a penetração de smartphones na América Latina
O dado de partida é este: segundo a GSMA Intelligence, os smartphones representavam 80% de todas as conexões móveis da região em 2024. Ou seja, de cada dez linhas móveis ativas na América Latina, oito já correspondem a um telefone inteligente e apenas duas a um telefone básico ou "de botões". A mesma fonte projeta que essa proporção subirá para 91% em 2030.
Esse salto de 80% para 91% em seis anos não é apenas um ajuste estatístico menor. Significa que o terminal básico, que só serve para ligar e enviar SMS, está em fase de extinção acelerada na região. E tem uma leitura prática direta para qualquer coisa relacionada a dados móveis, apps, geolocalização ou — o que nos interessa aqui — conectividade para viajantes: cada vez é menos provável encontrar alguém, em qualquer canto da América Latina, cujo telefone não seja compatível com as funções básicas de um smartphone moderno.
Dito isso, é bom ser honesto sobre os limites do dado: a GSMA fala de uma média regional, não de um detalhamento país por país verificado com fonte pública. A América Latina não é um bloco homogêneo — vai de economias com alta renda per capita a outras muito mais limitadas — então é razoável assumir que existem diferenças notáveis de um país para outro, embora não tenhamos um número oficial e citável para cada um.
Internet móvel na região: a lacuna que está se fechando
O segundo dado da GSMA vai um passo além do terminal e mede algo ainda mais relevante: quantas pessoas realmente usam internet móvel, não apenas quantas têm um smartphone no bolso. Aqui o número é que a penetração da internet móvel na América Latina alcançará cerca de 75% da população em 2030, contra os 64% registrados em 2024.
A diferença entre "ter um smartphone" (80-91%) e "usar internet móvel" (64-75%) é a lacuna de uso: pessoas que possuem um telefone capaz de se conectar a dados, mas que, por custo do plano, cobertura de rede ou simplesmente falta de necessidade percebida, não navegam de forma habitual. É um padrão que se repete em muitas regiões em desenvolvimento e que a GSMA vem documentando em escala global há anos. O relevante do dado de 2026 é a direção: a lacuna está se fechando, não se ampliando. Passar de 64% para 75% daqui até 2030 implica que dezenas de milhões de pessoas que hoje têm o hardware, mas não o hábito (ou o orçamento), vão se incorporar à rede móvel nos próximos anos.
Para quem viaja, isso se traduz em uma melhoria progressiva e constante da cobertura prática: mais torres, mais investimento das operadoras locais, mais concorrência entre elas e, no geral, uma experiência de dados mais confiável em áreas que há poucos anos eram pontos cegos.

O 5G já é realidade em mais de dez países
O terceiro bloco de dados da GSMA foca na tecnologia de rede, não apenas no aparelho. E aqui a mensagem é que o 5G na América Latina deixou de ser uma promessa futura para se tornar infraestrutura implantada: mais de 30 operadoras em 13 países da região já lançaram o serviço 5G comercial. A projeção da GSMA é que as conexões 5G ultrapassem 400 milhões em 2030, o que equivaleria a 53% do total de conexões móveis da região — ou seja, mais da metade dos dispositivos móveis operando na nova geração de rede.
O fato de 13 países já terem 5G comercial operacional, com mais de 30 operadoras implantando-o, indica que não se trata de uma tecnologia limitada às capitais de duas ou três economias grandes: a implantação está bastante difundida geograficamente, embora — sendo rigorosos novamente — a GSMA não detalhe aqui qual percentual da população de cada país tem cobertura 5G real agora, apenas que a infraestrutura já existe e continua crescendo.
Para o viajante, o 5G em si não é determinante — uma eSIM de dados funciona perfeitamente em rede 4G/LTE na grande maioria dos destinos e usos —, mas é um bom indicador indireto de quanto as operadoras locais estão investindo em suas redes. Quanto mais operadoras competem em tecnologia, melhor tende a ser também a cobertura de dados convencional que sua eSIM de viagem vai usar.
Quanto a conectividade móvel vale para a economia da região
O quarto dado coloca um número no peso econômico de tudo isso. Segundo a GSMA, em 2025 as tecnologias e serviços móveis geraram 600.000 milhões de dólares de valor econômico na América Latina, o equivalente a 8,6% do PIB regional. É um valor que situa o setor móvel não como um nicho tecnológico, mas como uma das alavancas estruturais da economia latino-americana, comparável em peso a setores tradicionalmente considerados pilares como energia ou agroindústria em vários países da região.
Esses 8,6% do PIB não vêm apenas da venda de aparelhos ou das tarifas das operadoras: a GSMA inclui em sua metodologia os efeitos indiretos e induzidos — o comércio eletrônico que depende de conexão móvel, a banca digital, a logística coordenada por aplicativo, o turismo que se organiza e paga pelo celular — além dos ganhos de produtividade trazidos pela digitalização. É, em resumo, a prova de que a conectividade móvel na América Latina já não é uma infraestrutura de apoio: é motor econômico por direito próprio.
Os quatro dados da GSMA, de uma olhada
| Indicador | Dado | Horizonte | Fonte |
|---|---|---|---|
| Smartphones sobre o total de conexões móveis | 80% (2024) → 91% (2030) | 2024-2030 | GSMA Intelligence, The Mobile Economy Latin America |
| Penetração de internet móvel sobre a população | 64% (2024) → ~75% (2030) | 2024-2030 | GSMA Intelligence |
| Conexões 5G projetadas | Mais de 400 milhões (53% do total); mais de 30 operadoras em 13 países já com 5G comercial | Horizonte 2030 | GSMA Intelligence |
| Valor econômico gerado por tecnologias e serviços móveis | 600.000 milhões de USD (8,6% do PIB regional) | 2025 | GSMA Intelligence |
Duas velocidades, uma mesma tendência
O que se vê ao colocar as duas barras lado a lado é que o hardware avança um pouco mais rápido do que o uso efetivo de dados. Faz sentido: comprar ou herdar um smartphone é uma decisão pontual, enquanto se tornar usuário habitual de internet móvel depende de fatores mais lentos de mudar —o preço dos planos de dados locais, a alfabetização digital, a disponibilidade de conteúdo e serviços relevantes no idioma e contexto de cada usuário—. Ambas as curvas, no entanto, apontam para cima e sem sinais de estagnação.

O que isso significa para você se viaja para a América Latina
Toda esta radiografia da GSMA tem uma leitura muito concreta se seu interesse não é acadêmico, mas sim se você está planejando uma viagem. Estas são as conclusões práticas:
A conectividade básica já não é o problema que era. Com 80% do parque móvel regional já sendo smartphones em 2024 (e subindo), e com mais de 30 operadoras implantando 5G em 13 países, a infraestrutura sobre a qual qualquer eSIM de viagem se apoia está em um momento de investimento sustentado. Isso não garante cobertura perfeita em cada canto — áreas rurais ou de montanha continuarão sendo um desafio em qualquer país do mundo — mas sim que a tendência geral joga a seu favor.
Entender o que é uma eSIM te poupa surpresas antes de viajar. Se você nunca usou uma, vale a pena começar pelo básico: o que é uma eSIM e como funciona explica a tecnologia sem termos técnicos, e como instalar uma eSIM passo a passo te guia passo a passo no processo, que geralmente leva poucos minutos se seu telefone for compatível.
Comparar eSIM com roaming tradicional vai te economizar dinheiro. O roaming da operadora do seu país de origem continua sendo, na maioria dos casos, a opção mais cara para se conectar fora do seu país. Vale a pena entender o que é a itinerância de dados e comparar diretamente eSIM versus roaming tradicional antes de ativar qualquer coisa ao chegar no aeroporto.
Se sua rota não fica só na América Latina, planeje o resto do itinerário também. A PuraSIM cobre mais de 200 destinos, então se depois da sua escala latino-americana você seguir para os Estados Unidos, pode conferir a eSIM para Estados Unidos, e se voltar para a Espanha, a eSIM para Espanha serve para você não depender do Wi-Fi do aeroporto assim que pousar.
Se você é nômade digital, a tendência te beneficia duplamente. Com a penetração da internet móvel subindo de 64% para 75% da população e o 5G se expandindo, trabalhar remotamente a partir de cidades latino-americanas é cada vez mais viável. Este guia de eSIM para nômades digitais se aprofunda em como organizar a conectividade quando a viagem dura meses e não dias.
Compare preços antes de decidir, não apenas destinos. O custo de uma eSIM varia muito conforme o destino e o volume de dados que você precisa; este ranking de preços de eSIM por destino te dá uma referência rápida para não pagar a mais. E se você se interessa pelo contexto mais amplo do setor, as estatísticas de crescimento do mercado global de eSIM colocam o dado latino-americano em perspectiva mundial.
E se algo der errado durante a viagem — uma ativação que não termina de se completar, uma dúvida sobre quantos dados você ainda tem — a PuraSIM oferece suporte 24/7 por e-mail e WhatsApp, então você não depende de encontrar Wi-Fi para resolver um problema.
Perguntas frequentes
Qual porcentagem das conexões móveis na América Latina já são smartphones?
De acordo com a GSMA Intelligence, 80% das conexões móveis da região eram smartphones em 2024, e esse número deve chegar a 91% em 2030.
Quantas pessoas usam internet móvel na América Latina?
A GSMA estima a penetração da internet móvel em 64% da população em 2024, com projeção de crescimento para cerca de 75% em 2030.
O 5G está difundido na América Latina?
Sim, de forma crescente: mais de 30 operadoras em 13 países da região já lançaram serviço 5G comercial, segundo dados da GSMA, que projeta mais de 400 milhões de conexões 5G em 2030 (53% do total).
Qual é o valor econômico do setor móvel na região?
A GSMA calcula que as tecnologias e serviços móveis geraram 600.000 milhões de dólares em valor econômico na América Latina em 2025, o equivalente a 8,6% do PIB regional.
Preciso de 5G para que uma eSIM de viagem funcione bem?
Não. Um eSIM de dados de viagem funciona perfeitamente em redes 4G/LTE, que continuam sendo a base da cobertura na grande maioria das regiões da América Latina. O 5G é um benefício adicional, não um requisito.
Em quantos destinos da América Latina posso usar um eSIM da PuraSIM?
A PuraSIM cobre mais de 200 destinos no mundo todo, com suporte 24/7 por e-mail e WhatsApp para resolver qualquer dúvida de ativação antes ou durante a viagem.
De onde exatamente vêm esses dados?
Todos os dados deste artigo são do relatório "The Mobile Economy Latin America" da GSMA Intelligence, a área de pesquisa da GSMA, a associação global que reúne as operadoras móveis. Não foram utilizados números de outras fontes nem estimativas próprias.







