Se você está preparando sua viagem, uma das primeiras dúvidas é como ter internet na Tailândia assim que pisar no país: para abrir o Google Maps, avisar no WhatsApp que chegou, pedir um Grab ou procurar onde comer. A boa notícia é que a Tailândia é um dos países mais conectados do sudeste asiático, com 5G em praticamente todas as cidades turísticas. A má é que há muitas formas de se conectar e nem todas custam nem funcionam igual. Neste guia, comparo todas as opções — roaming, Wi-Fi, pocket Wi-Fi, chip local e eSIM — para você escolher com critério e viajar sem sustos na fatura.
Internet na Tailândia: a resposta rápida
Na Tailândia, você tem cinco formas de se conectar: roaming (a mais cara), Wi-Fi de hotel (limitado), pocket Wi-Fi (um roteador extra para carregar), chip local no aeroporto (barato, mas com filas) e eSIM (a mais prática). Para a maioria dos viajantes, a eSIM ganha em rapidez e preço.
Vou detalhar isso, mas é bom você ter a ideia clara desde o início. A Tailândia recebe milhões de turistas por ano e sua infraestrutura móvel está preparada para isso: há três grandes operadoras (AIS e o grupo True, que absorveu a dtac em 2023) com 5G em mais de 95% da população e balcões nos aeroportos pensados para o viajante. Isso significa que estar bem conectado é fácil e barato… se você escolher bem. O erro clássico é não decidir nada antes de sair, desembarcar com o roaming ativado e levar um susto ao ver a fatura. Com qualquer uma das alternativas locais, você pagará uma fração disso. A diferença entre elas está em praticidade e preço, e é sobre isso que o resto do guia trata: você verá o que cada opção oferece, quanto custa mais ou menos e em quais casos faz sentido. Se estiver com pressa, saiba que a eSIM é o mais prático para quase todo mundo.
Roaming do Brasil: prático, mas caro
Roaming é não fazer nada: você chega, liga o celular e sua operadora brasileira conecta você por uma rede tailandesa. É o mais prático do mundo, mas a Tailândia está fora da União Europeia, então a tarifa "roam like at home" que você aproveita na Europa não se aplica. Aqui entram as tarifas internacionais, e é aí que dói.
Dependendo da sua operadora, você tem dois cenários. Sem pacote contratado, cada megabyte pode custar vários reais, de forma que alguns vídeos ou uma tarde com o mapa aberto viram dezenas de reais sem você perceber. Com pacote diário, muitas operadoras oferecem pacotes de zona 2 ou "mundo" por entre 5 e 15 € por dia, com um limite de dados bem enxuto. Parece razoável por um dia, mas em uma viagem de duas semanas são pacotes diários que se acumulam até superar de longe o que custaria um chip local para a viagem inteira. Meu conselho: se optar pelo roaming, contrate o pacote antes de sair e desative os dados até ativá-lo, nunca deixe no padrão. E compare os números antes: vai te ajudar a ler quanto custa o roaming internacional e o comparativo de eSIM vs roaming para ver a diferença real em reais.

Wi-Fi de hotel e Wi-Fi grátis: útil, mas limitado
A Tailândia tem Wi-Fi grátis por toda parte: hotéis, hostels, cafeterias, shoppings, muitos restaurantes e até os aeroportos. Para viajantes de baixo orçamento, é tentador se apoiar só nisso e não pagar nada de dados. Funciona até certo ponto, mas tem limites claros que é bom conhecer antes de confiar tudo na rede do hotel.
O primeiro é óbvio: o Wi-Fi não viaja com você. No momento em que você sai do hotel para andar por Bangkok ou procurar um templo em Ayutthaya, fica sem conexão exatamente quando mais precisa do mapa ou do tradutor. O segundo é a qualidade: a velocidade do Wi-Fi de um hostel numa ilha pode ser lentíssima, e na alta temporada satura com dezenas de hóspedes conectados ao mesmo tempo. O terceiro é a segurança: as redes públicas abertas não são o lugar ideal para acessar seu banco ou fazer pagamentos. O Wi-Fi grátis é um ótimo complemento — para baixar mapas offline, sincronizar fotos ou fazer videochamadas longas da hospedagem —, mas montar toda a viagem nele significa depender do Wi-Fi alheio e ficar incomunicável na rua. O ideal é combiná-lo com dados móveis próprios, não substituí-los.
Pocket Wi-Fi: o roteador de bolso
O pocket Wi-Fi é um pequeno roteador portátil com um chip de dados dentro que cria sua própria rede Wi-Fi aonde você for. Você aluga antes da viagem ou retira no aeroporto, e vários dispositivos — seu celular, o do seu parceiro, um tablet — se conectam a ele ao mesmo tempo. Foi muito popular anos atrás, quando compartilhar dados entre várias pessoas era complicado, e ainda tem seu espaço.
Suas vantagens são reais: uma única conexão para todo o grupo e você não precisa mexer no chip do seu celular. Mas os inconvenientes pesam para o viajante de hoje. É mais um aparelho para carregar: gasta bateria rápido (dura cerca de 6-8 horas), então você acaba levando também um power bank, e se ficar sem carga, todos ficam sem internet. É preciso retirar e devolver num ponto específico, com seu depósito e papelada, e se você perder ou danificar, paga. Além disso, a cobertura te prende: se o grupo se separar, só tem internet quem leva o roteador. Custa na faixa de 5-8 € por dia, mais que um eSIM para uma só pessoa. Se quiser ver o comparativo, detalho em eSIM vs pocket Wi-Fi.
SIM local tailandesa no aeroporto
Comprar uma SIM local é a opção clássica e continua sendo muito válida. Logo depois de passar pelo controle de passaportes em Suvarnabhumi (Bangkok), Don Mueang, Phuket ou Chiang Mai, você verá os balcões da AIS, True e dtac com atendentes que falam inglês. Eles ajudam a escolher o pacote, colocam o chip e verificam se funciona em 5-10 minutos. Você precisa do passaporte, porque o registro é obrigatório na Tailândia.
As tarifas turísticas têm preços muito bons. Por exemplo, a Traveller SIM da AIS custa cerca de 399 THB (uns 10-11 €) por 8 dias com 15 GB e depois internet ilimitada em velocidade reduzida; há opções de 15 dias por 699 THB (~18 €) e de 30 dias por 999 THB (~26 €). A True oferece pacotes muito parecidos com 5G em velocidade máxima. A desvantagem é a logística: se você chegar de madrugada ou o voo atrasar, pode ser que o balcão esteja fechado ou com fila; você precisa trocar de chip no aeroporto, guardar bem seu chip brasileiro para não perdê-lo e, se seu celular tiver apenas um slot, fica sem seu número. Ainda assim, a qualidade da rede é excelente porque você usa diretamente a operadora local. Comparo os dois formatos em eSIM vs SIM local.
eSIM: a opção que recomendo
O eSIM é um cartão digital que já vem integrado no seu celular e é ativado por software, sem nada físico para inserir. Você compra o plano da Tailândia pela internet, recebe um código QR, escaneia nas configurações e pronto. A grande vantagem em relação ao cartão físico é que você deixa tudo pronto de casa com seu próprio Wi-Fi, antes de sair, e ao pousar só precisa ativar os dados. Nada de filas nem de procurar balcões.
Para uma viagem à Tailândia, funciona quase sempre por três motivos. Primeiro, a comodidade: você instala em cinco minutos e evita a burocracia do aeroporto logo quando chega cansado do voo. Segundo, o Dual SIM: o eSIM convive com seu chip local, assim você mantém seu número e seu WhatsApp para os SMS do banco enquanto os dados vão pelo plano tailandês. Terceiro, o preço: os planos por destino costumam custar parecido ou menos que o cartão local, e muito menos que o roaming. O único requisito é que seu celular seja compatível (a maioria dos iPhones desde o XS e vários Androids recentes são). Se quiser entender bem a tecnologia, explico em o que é um eSIM, e tem o guia completo do eSIM da Tailândia com todos os passos. Para mim é o que melhor equilibra preço e comodidade hoje.

Comparativo de todas as opções
Antes de entrar em cobertura e dados, esta tabela resume de uma olhada o que cada forma de se conectar oferece e quanto custa mais ou menos para uma viagem típica. Assim você vê rapidinho qual se encaixa melhor no seu perfil.
| Opção | Custo aproximado | Vantagem | Desvantagem |
|---|---|---|---|
| Roaming (bônus diário) | 5-15 €/dia | Não configura nada | Caríssimo em viagens longas; dados limitados |
| Wi-Fi grátis / hotel | Grátis | Sem custo, bom para a hospedagem | Não sai com você; lento e pouco seguro |
| Pocket Wi-Fi | 5-8 €/dia | Vários dispositivos ao mesmo tempo | Aparelho e bateria extra; pegar e devolver |
| SIM local (aeroporto) | ~10-26 € por viagem | Preço baixo e rede da operadora | Filas, troca de chip, passaporte |
| eSIM | Similar ao SIM local | Pronta de casa; mantém seu número | Requer celular compatível |
Como você vê, a divisão está clara: o Wi-Fi é um complemento grátis, o roaming só compensa para um ou dois dias soltos, o pocket Wi-Fi faz sentido para grupos que compartilham, e entre SIM local e eSIM a diferença é principalmente de comodidade. Os preços são aproximados e mudam conforme operadora e temporada, mas a ordem de grandeza se mantém viagem após viagem.
Cobertura 4G/5G: Bangkok, Chiang Mai, ilhas e balsas
Não importa a opção que você escolher: no final, todas usam as mesmas redes tailandesas, então a cobertura depende da área e da operadora, não do formato. A boa notícia é que a Tailândia é muito bem servida nas rotas turísticas, com a AIS como a rede mais extensa (chega a mais áreas rurais e às ilhas) e o grupo True bem próximo nas cidades.
- Bangkok: 5G praticamente em toda a cidade, incluindo interiores, metrô e aeroportos. Velocidades de sobra para qualquer coisa.
- Chiang Mai: 4G/5G completo no centro urbano e na área de Nimman; a AIS costuma estar à frente no norte.
- Phuket, Krabi e Pattaya: excelente cobertura em praias e resorts. Em Patong ou Ao Nang, o sinal chega a 99%.
- Koh Samui, Koh Phangan e Phi Phi: muito boa nos núcleos turísticos e praias principais; pode falhar em enseadas e montanhas do interior.
- Ilhas pequenas e remotas (Koh Lipe, Koh Kood, Similan, Surin): cobertura básica ou com zonas mortas; não conte com 5G.
E nos ferries entre ilhas? Perto da costa você mantém sinal, mas no meio da travessia é normal que caia por um tempo e volte ao se aproximar do cais. Com a AIS costuma aguentar um pouco melhor. Para quase qualquer viajante que se mova pelas rotas habituais, você terá sinal de sobra para se locomover com mapas, mensagens e vídeo sem problema.
Quantos dados você realmente precisa
Escolher bem o plano passa por calcular bem os gigas, nem ficar sem dados nem pagar por dados que você não vai usar. O consumo depende do que você faz com o celular, não dos dias soltos. Como referência, um uso de viajante médio —mapas para se orientar, WhatsApp, buscar lugares, um pouco de redes— gasta bem menos do que as pessoas temem, porque as fotos e os vídeos longos você costuma enviar pelo Wi-Fi do hotel.
Esta tabela dá uma orientação realista por perfil de uso:
| Tipo de uso | Por dia (aprox.) | Uma semana |
|---|---|---|
| Básico: mapas, mensagens, navegar | ~0,5 GB | 3-4 GB |
| Médio: o anterior + redes e fotos | ~1 GB | 5-7 GB |
| Intenso: vídeo e streaming diariamente | ~2 GB ou mais | 10-15 GB |
Regra rápida: para uma ou duas semanas de uso normal, um plano de 5 a 10 GB é mais que suficiente. Se você vê muito vídeo ou faz videochamadas longas fora do hotel, vá direto para um plano de dados ilimitados em velocidade total.
Um truque para esticar os dados: baixe os mapas das suas áreas para uso offline no Google Maps enquanto estiver no Wi-Fi, e deixe os uploads de fotos no automático apenas com Wi-Fi. Assim, o plano de dados se dedica ao que realmente precisa ir em tempo real.
Cartão local vs eSIM: qual escolher
No final, para a maioria a disputa se resume a estas duas: cartão local do aeroporto ou eSIM. Ambas são baratas, ambas usam as mesmas redes excelentes da Tailândia e ambas evitam o roaming. A diferença está no "como", e aí a eSIM leva quase sempre a vantagem por fazer tudo sem filas nem troca de cartão.
| Aspecto | SIM local (aeroporto) | eSIM |
|---|---|---|
| Quando está pronta | Ao chegar, no balcão | Antes de sair, de casa |
| Procedimento | Fila + passaporte + trocar SIM | Escanear um QR em 5 minutos |
| Seu número local | Fora se você tem um único slot | Se mantém com Dual SIM |
| Risco de perda | Sim, é um cartão físico | Não, é digital |
| Requisito | Qualquer celular desbloqueado | Celular compatível com eSIM |
Minha recomendação prática: se seu celular aceita eSIM, compre-a antes de viajar e chegue com internet resolvida desde que liga o telefone na pista. Se seu celular é antigo ou não é compatível, o SIM local do aeroporto é uma ótima alternativa. Você pode ver planos e preços na eSIM da Tailândia e deixar tudo pronto em cinco minutos.
Perguntas frequentes
A internet funciona logo ao aterrissar na Tailândia?
Sim. Com uma eSIM instalada em casa, você ativa os dados ao aterrissar e se conecta em segundos. Com um SIM local, você compra e ativa no balcão do aeroporto em 5-10 minutos. O roaming conecta sozinho, mas é a opção mais cara.
Há boa cobertura nas ilhas como Koh Samui ou Phuket?
Nas zonas turísticas de Phuket, Krabi, Koh Samui ou Koh Phangan a cobertura 4G/5G é muito boa. A AIS é a rede mais extensa. Em ilhas pequenas e remotas o sinal é básico e pode haver zonas mortas, então não espere 5G em todos os lugares.
Quantos GB preciso para duas semanas na Tailândia?
Para um uso normal (mapas, mensagens, redes e algumas fotos), entre 8 e 12 GB costumam bastar para duas semanas. Se você assiste muitos vídeos ou faz videochamadas longas fora do hotel, escolha um plano de dados ilimitados em velocidade completa.
Posso manter meu número local enquanto uso internet lá?
Sim, com uma eSIM e o Dual SIM sua linha local continua ativa para chamadas, SMS e WhatsApp, enquanto os dados vão pelo plano tailandês. Com um SIM local físico, se seu celular tem um único slot, você terá que remover seu cartão local.
Vale a pena o wifi grátis do hotel para toda a viagem?
Como complemento sim, mas não como única conexão. O wifi não vai com você para a rua, nas ilhas pode ficar lento e as redes públicas não são seguras para o banco. O ideal é usá-lo para baixar mapas e subir fotos, e levar dados próprios para se movimentar.
Preciso de passaporte para comprar um SIM na Tailândia?
Sim. O registro do cartão com o passaporte é obrigatório por lei, e nos balcões do aeroporto vão pedir. Com uma eSIM comprada online, o registro é gerenciado pelo provedor, então você não precisa fazer esse procedimento ao chegar.
A eSIM funciona bem no Android além do iPhone?
Sim, a maioria dos Android de gama média-alta recentes (vários Samsung Galaxy, Google Pixel e modelos atuais de Xiaomi ou Motorola) e os iPhone desde o XS a aceitam. Verifique nas configurações se aparece a opção 'Adicionar eSIM'; se estiver, seu celular é compatível.
Posso ter internet nas balsas entre as ilhas?
Perto da costa sim, mas no meio da travessia é normal o sinal cair um pouco e voltar ao se aproximar do cais de destino. A AIS costuma aguentar um pouco melhor. Baixe a rota no mapa antes de embarcar por precaução caso fique sem cobertura.
Conclusão
Ter internet na Tailândia é fácil e barato se você deixar decidido antes de sair. O wifi do hotel é um bom complemento, o roaming só compensa para um ou dois dias soltos, o pocket wifi faz sentido para grupos, e entre o cartão local do aeroporto e a eSIM, as duas ganham do roaming por goleada. Para quase todo mundo com um celular moderno, minha aposta é clara: instale a eSIM em casa, mantenha seu número com Dual SIM e chegue conectado desde que aterrissa, sem filas nem troca de cartão. Quando você decidir, veja os planos e dias na eSIM da Tailândia e deixe sua viagem pronta em cinco minutos.








