Guia de viagem

Internet na Tailândia: como se conectar com eSIM e outras opções

Marc González Sáez Marc González Sáez ·12 de julho de 2026 ·11 min. de leitura
Internet en Tailandia | eSIM de viaje | PuraSIM

Se você está preparando sua viagem, uma das primeiras dúvidas é como ter internet na Tailândia assim que aterrissar: para abrir o Google Maps, avisar por WhatsApp que você chegou, pedir um Grab ou procurar onde comer. A boa notícia é que a Tailândia é um dos países mais conectados do sudeste asiático, com 5G em quase todas as cidades turísticas. A má notícia é que há muitas formas de se conectar e nem todas custam ou funcionam da mesma maneira. Neste guia, comparo todas as opções — roaming, wi-fi, pocket wi-fi, cartão local e eSIM — para que você escolha com critério e viaje sem sustos na fatura.

Internet na Tailândia: a resposta rápida

Na Tailândia, você tem cinco formas de se conectar: roaming (a mais cara), wi-fi de hotel (limitado), pocket wi-fi (um roteador extra para carregar), SIM local no aeroporto (barato, mas com filas) e eSIM (a mais conveniente). Para a maioria dos viajantes, o eSIM ganha pela rapidez e preço.

Vou detalhar isso, mas é importante ter a ideia clara desde o início. A Tailândia recebe milhões de turistas por ano e sua infraestrutura móvel está preparada para isso: há três grandes operadoras (AIS e o grupo True, que absorveu a dtac em 2023) com 5G em mais de 95% da população e balcões nos aeroportos pensados para o viajante. Isso significa que estar bem conectado é fácil e barato… se você escolher bem. O erro clássico é não decidir nada antes de sair, aterrissar com o roaming ativado e levar um susto ao ver a fatura. Com qualquer uma das alternativas locais, você pagará uma fração disso. A diferença entre elas está na conveniência e no preço, e é sobre isso que o resto do guia trata: você verá o que cada opção oferece, quanto custa aproximadamente e em quais casos faz sentido. Se você estiver com pressa, saiba que o eSIM é o mais prático para quase todo mundo.

Roaming do Brasil: conveniente, mas caro

O roaming significa não fazer nada: você chega, liga o celular e sua operadora brasileira conecta você através de uma rede tailandesa. É o mais conveniente do mundo, mas a Tailândia está fora da União Europeia, então a tarifa "roam like at home" que você desfruta na Europa não se aplica. Aqui entram as tarifas internacionais, e é onde dói.

Dependendo da sua companhia, você tem dois cenários. Sem um pacote contratado, cada megabyte pode custar vários euros/reais, de forma que alguns vídeos ou uma tarde com o mapa aberto se transformam em dezenas de euros/reais sem você perceber. Com um pacote diário, muitas operadoras oferecem pacotes de zona 2 ou "mundo" por entre 5 e 15 €/R$ por dia, com um limite de dados bastante justo. Parece razoável por um dia, mas em uma viagem de duas semanas, são pacotes diários que se acumulam até superar em muito o que custaria um cartão local para toda a viagem. Meu conselho: se decidir pelo roaming, contrate o pacote antes de sair e desative os dados até ativá-lo, nunca o deixe por padrão. E compare os números antes: ajudará você a ler quanto custa o roaming internacional e o comparativo de eSIM vs roaming para ver a diferença real em euros/reais.

Wi-fi de hotel e wi-fi grátis: útil, mas limitado

A Tailândia tem wi-fi grátis por toda parte: hotéis, hostels, cafeterias, shoppings, muitos restaurantes e até aeroportos. Para viajantes com orçamento limitado, é tentador depender apenas disso e não pagar por dados. Funciona até certo ponto, mas tem limites claros que convém conhecer antes de confiar tudo na rede do hotel.

O primeiro é óbvio: o wi-fi não viaja com você. No momento em que você sai do hotel para passear por Bangkok ou procurar um templo em Ayutthaya, fica sem conexão justamente quando mais precisa do mapa ou do tradutor. O segundo é a qualidade: a velocidade do wi-fi de um hostel em uma ilha pode ser lentíssima, e na alta temporada fica saturado com dezenas de hóspedes conectados ao mesmo tempo. O terceiro é a segurança: redes públicas abertas não são o local ideal para acessar seu banco ou fazer pagamentos. O wi-fi grátis é um ótimo complemento — para baixar mapas offline, sincronizar fotos ou fazer videochamadas longas do alojamento —, mas basear toda a viagem nele significa depender do wi-fi alheio e ficar incomunicável na rua. O ideal é combiná-lo com dados móveis próprios, não substituí-los.

Pocket wi-fi: o roteador de bolso

O pocket wi-fi é um pequeno roteador portátil com um SIM de dados dentro que cria sua própria rede wi-fi onde quer que você vá. Você o aluga antes da viagem ou o retira no aeroporto, e vários dispositivos — seu celular, o do seu parceiro, um tablet — se conectam a ele ao mesmo tempo. Foi muito popular anos atrás, quando compartilhar dados entre várias pessoas era complicado, e ainda tem seu lugar.

Suas vantagens são reais: uma única conexão para todo o grupo e você não precisa mexer no SIM do seu telefone. Mas os inconvenientes pesam para o viajante de hoje. É um aparelho a mais para carregar: gasta bateria rapidamente (dura umas 6-8 horas), então você acaba levando também um power bank, e se ficar sem carga, todos ficam sem internet. É preciso retirar e devolver em um ponto específico, com seu depósito e sua burocracia, e se você o perder ou danificar, paga por ele. Além disso, a cobertura te prende: se o grupo se separar, só tem internet quem estiver com o roteador. Custa na ordem de 5-8 €/R$ por dia, mais do que um eSIM para uma única pessoa. Se quiser ver o confronto, detalho em eSIM vs pocket wi-fi.

SIM local tailandês no aeroporto

Comprar um SIM local é a opção clássica e continua sendo muito válida. Assim que passar pelo controle de passaportes em Suvarnabhumi (Bangkok), Don Mueang, Phuket ou Chiang Mai, você verá os balcões da AIS, True e dtac com atendentes que falam inglês. Eles ajudam você a escolher o pacote, colocam o cartão e verificam se funciona em 5-10 minutos. Você precisa do passaporte, pois o registro é obrigatório na Tailândia.

As tarifas turísticas são muito bem precificadas. Por exemplo, o Traveller SIM da AIS custa cerca de 399 THB (cerca de 10-11 €/R$) por 8 dias com 15 GB e depois internet ilimitada em velocidade reduzida; há opções de 15 dias por 699 THB (~18 €/R$) e de 30 dias por 999 THB (~26 €/R$). A True oferece pacotes muito semelhantes com 5G na velocidade máxima. A desvantagem é a logística: se você chegar de madrugada ou o voo atrasar, o balcão pode estar fechado ou com fila; você tem que trocar de cartão no aeroporto, guardar bem o seu SIM brasileiro para não perdê-lo e, se o seu celular tiver apenas um slot, você fica sem o seu número. Ainda assim, a qualidade da rede é excelente porque você usa diretamente a operadora local. Comparo os dois formatos em eSIM vs SIM local.

eSIM: a opção que recomendo

O eSIM é um cartão digital que já vem integrado no seu celular e é ativado por software, sem nada físico para inserir. Você compra o plano da Tailândia online, recebe um código QR, o escaneia nas configurações e pronto. A grande vantagem em relação ao cartão físico é que você deixa tudo pronto de casa com seu próprio wi-fi, antes de sair, e ao aterrissar só precisa ativar os dados. Nada de filas ou de procurar balcões.

Para uma viagem à Tailândia, ele se encaixa quase sempre por três motivos. Primeiro, a conveniência: você o instala em cinco minutos e evita a burocracia do aeroporto justamente quando chega cansado do voo. Segundo, o Dual SIM: o eSIM convive com seu cartão brasileiro, então você mantém seu número e seu WhatsApp para os SMS do banco enquanto os dados vão pelo plano tailandês. Terceiro, o preço: os planos por destino costumam custar parecido ou menos que o cartão local, e muito menos que o roaming. O único requisito é que seu celular seja compatível (a maioria dos iPhones desde o XS e muitos Androids recentes são). Se quiser entender bem a tecnologia, explico em o que é um eSIM, e você tem o guia completo do eSIM da Tailândia com todos os passos. Para mim, é o que melhor equilibra preço e conveniência hoje.

Comparativo de todas as opções

Antes de entrar em cobertura e dados, esta tabela resume rapidamente o que cada forma de se conectar oferece e quanto custa aproximadamente para uma viagem típica. Assim, você vê de relance qual se encaixa melhor no seu perfil.

Opção Custo aproximado Vantagem Inconveniente
Roaming (pacote diário) 5-15 €/R$/dia Não configura nada Caríssimo em viagens longas; dados justos
Wi-fi grátis / hotel Grátis Sem custo, bom para o alojamento Não sai com você; lento e pouco seguro
Pocket wi-fi 5-8 €/R$/dia Vários dispositivos ao mesmo tempo Aparelho e bateria extra; retirar e devolver
SIM local (aeroporto) ~10-26 €/R$ por viagem Preço baixo e rede da operadora Filas, troca de cartão, passaporte
eSIM Semelhante ao SIM local Pronta de casa; mantém seu número Requer celular compatível

Como você pode ver, a distribuição está clara: o wi-fi é um complemento gratuito, o roaming só compensa por um ou dois dias avulsos, o pocket wi-fi faz sentido para grupos que compartilham, e entre SIM local e eSIM a diferença é principalmente de conveniência. Os preços são indicativos e mudam conforme operadora e temporada, mas a ordem de grandeza se mantém viagem após viagem.

Cobertura 4G/5G: Bangkok, Chiang Mai, ilhas e balsas

Não importa a opção que você escolha: no final, todas usam as mesmas redes tailandesas, então a cobertura depende da área e da operadora, não do formato. A boa notícia é que a Tailândia está muito bem servida nas rotas turísticas, com a AIS como a rede mais extensa (alcança mais áreas rurais e ilhas) e o grupo True logo atrás nas cidades.

  • Bangkok: 5G praticamente em toda a cidade, incluindo interiores, metrô e aeroportos. Velocidades de sobra para qualquer coisa.
  • Chiang Mai: 4G/5G completo no centro urbano e na área de Nimman; a AIS geralmente está à frente no norte.
  • Phuket, Krabi e Pattaya: excelente cobertura em praias e resorts. Em Patong ou Ao Nang o sinal atinge quase 99%.
  • Koh Samui, Koh Phangan e Phi Phi: muito boa nos centros turísticos e praias principais; pode ficar fraca em enseadas e montanhas do interior.
  • Ilhas pequenas e remotas (Koh Lipe, Koh Kood, Similares, Surin): cobertura básica ou com zonas mortas; não conte com 5G.

E nas balsas entre as ilhas? Perto da costa você mantém o sinal, mas no meio da travessia é normal que caia por um tempo e volte ao se aproximar do cais. Com a AIS, geralmente aguenta um pouco melhor. Para quase qualquer viajante que se mova pelas rotas habituais, você terá sinal de sobra para se locomover com mapas, mensagens e vídeo sem problemas.

Quantos dados você realmente precisa

Escolher bem o plano passa por calcular bem os gigas, nem ficar com poucos nem pagar por dados que você não vai gastar. O consumo depende do que você faz com o celular, não dos dias avulsos. Como referência, um uso de viajante médio — mapas para se orientar, WhatsApp, procurar lugares, algo de redes sociais — gasta bem menos do que as pessoas temem, porque as fotos e os vídeos longos você costuma subir pelo wi-fi do hotel.

Esta tabela oferece uma orientação realista por perfil de uso:

Tipo de uso Por dia (aprox.) Uma semana
Básico: mapas, mensagens, navegar ~0,5 GB 3-4 GB
Médio: o anterior + redes e fotos ~1 GB 5-7 GB
Intenso: vídeo e streaming diário ~2 GB ou mais 10-15 GB
Dica rápida: para uma ou duas semanas de uso normal, um plano de 5 a 10 GB é suficiente. Se você assiste muitos vídeos ou faz videochamadas longas fora do hotel, opte por um plano de dados ilimitados com velocidade total.

Um truque para economizar dados: baixe os mapas de suas áreas offline no Google Maps enquanto estiver no wi-fi, e deixe o upload de fotos automático apenas com wi-fi. Assim, o plano de dados é dedicado ao que realmente precisa ser em tempo real.

Cartão local vs eSIM: qual escolher

No final, para a maioria, a disputa se resume a estas duas: cartão local do aeroporto ou eSIM. As duas são baratas, as duas usam as mesmas excelentes redes da Tailândia e as duas evitam o roaming. A diferença está no "como", e aí o eSIM quase sempre leva a melhor por fazer tudo sem filas ou troca de cartão.

Aspecto SIM local (aeroporto) eSIM
Quando você o tem pronto Ao chegar, no balcão Antes de sair, de casa
Procedimento Fila + passaporte + troca de SIM Escanear um QR em 5 minutos
Seu número brasileiro Sai se você tiver apenas um slot Mantém-se com Dual SIM
Risco de perda Sim, é um cartão físico Não, é digital
Requisito Qualquer celular desbloqueado Celular compatível com eSIM

Minha recomendação prática: se o seu celular suporta eSIM, compre antes de viajar e chegue com a internet resolvida desde que liga o telefone na pista. Se o seu celular é antigo ou não é compatível, o SIM local do aeroporto é uma ótima alternativa. Você pode ver planos e preços no eSIM da Tailândia e deixar tudo pronto em cinco minutos.

Perguntas frequentes

A internet funciona assim que eu aterrissar na Tailândia?

Sim. Com um eSIM instalado de casa, você só ativa os dados ao aterrissar e se conecta em segundos. Com um SIM local, você o compra e ativa no balcão do aeroporto em 5-10 minutos. O roaming conecta sozinho, mas é a opção mais cara.

Há boa cobertura nas ilhas como Koh Samui ou Phuket?

Nas áreas turísticas de Phuket, Krabi, Koh Samui ou Koh Phangan, a cobertura 4G/5G é muito boa. A AIS é a rede mais extensa. Em ilhas pequenas e remotas, o sinal é básico e pode haver zonas mortas, então não espere 5G em todas as partes.

Quantos GB preciso para duas semanas na Tailândia?

Para um uso normal (mapas, mensagens, redes sociais e algumas fotos), entre 8 e 12 GB geralmente são suficientes para duas semanas. Se você assiste muitos vídeos ou faz videochamadas longas fora do hotel, escolha um plano de dados ilimitados com velocidade total.

Posso manter meu número do Brasil enquanto uso a internet lá?

Sim, com um eSIM e o Dual SIM, sua linha brasileira permanece ativa para chamadas, SMS e WhatsApp, enquanto os dados são usados pelo plano tailandês. Com um SIM local físico, se seu celular tiver apenas um slot, você terá que remover seu cartão brasileiro.

O wi-fi grátis do hotel compensa para toda a viagem?

Como complemento, sim, mas não como única conexão. O wi-fi não sai com você para a rua, nas ilhas pode ser lento e as redes públicas não são seguras para transações bancárias. O ideal é usá-lo para baixar mapas e fazer upload de fotos, e ter dados próprios para se locomover.

Preciso de passaporte para comprar um SIM na Tailândia?

Sim. O registro do cartão com o passaporte é obrigatório por lei, e nos balcões do aeroporto eles o pedirão. Com um eSIM comprado online, o registro é gerenciado pelo provedor, então você não precisa fazer esse procedimento ao chegar.

O eSIM funciona bem em Android além do iPhone?

Sim, a maioria dos Androids de gama média-alta recentes (vários Samsung Galaxy, Google Pixel e modelos atuais de Xiaomi ou Motorola) e os iPhones a partir do XS são compatíveis. Verifique nas configurações se aparece a opção "Adicionar eSIM"; se estiver lá, seu celular é compatível.

Posso ter internet nas balsas entre as ilhas?

Perto da costa sim, mas no meio da travessia é normal que o sinal caia por um tempo e retorne ao se aproximar do cais de destino. AIS geralmente aguenta um pouco melhor. Baixe a rota no mapa antes de embarcar, caso você fique sem cobertura.

Conclusão

Ter internet na Tailândia é fácil e barato se você decidir antes de sair. O Wi-Fi do hotel é um bom complemento, o roaming só compensa para um ou dois dias avulsos, o pocket Wi-Fi faz sentido para grupos, e entre o chip local do aeroporto e o eSIM, os dois ganham do roaming de lavada. Para quase todo mundo com um celular moderno, minha aposta é clara: instale o eSIM de casa, mantenha seu número com Dual SIM e chegue conectado desde o pouso, sem filas ou trocas de chip. Quando estiver decidido, veja os planos e dias no eSIM da Tailândia e deixe sua viagem pronta em cinco minutos.

Marc González Sáez
Escrito por Marc González Sáez Fundador da PuraSim e especialista em eSIM e conectividade para viajantes. Há anos ajuda a viajar conectado por todo o mundo sem pagar a mais pelo roaming, e testa pessoalmente os eSIMs em cada destino antes de os recomendar.
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